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Conhecimento

O ser humano, desde que se “conhece” ainda não cessou de procurar respostas para suas dúvidas, incertezas, receios ou medos e esta permanente busca tem vindo, ao longo das gerações, a formar um “conhecimento” de si e do mundo. Devido a sua curiosidade, ele passa a descobrir a natureza, a essência, a estrutura, função ou finalidade de um determinado objeto, gerando assim um conhecimento. De suas conclusões nasce o Conhecimento que pode ser compreendido pelo sujeito que conhece ou deseja conhecer e o objeto a ser conhecido ou que se dá a conhecer devido, principalmente, devido à curiosidade. Em suma, é o ato de compreender algo usando o raciocínio, fundado com base na fé, na razão, na cultura, na ética, na moral, na estética e na experimentação. Podendo ser imediato ou mediato e os fenômenos e objetos que compreendemos podem ser simples ou complexos, tudo isso, conseqüentemente, assumem diferentes conformações e produzirão níveis de apreensão e apropriação também distintos, dividindo-se assim o Conhecimento em 4 tipos:
Conhecimento Vulgar
Também denominado “empírico”, o Conhecimento Vulgar é o que todas as pessoas adquirem na vida cotidiana, ao acaso, baseado apenas na experiência vivida ou transmitida por alguém. Em geral, resulta de repetidas experiências casuais de erro e acerto, sem observação metódica nem verificação sistemática, por isso carece de caráter científico. Pode ainda resultar de simples transmissão de geração para geração e, assim, fazer parte das tradições de uma coletividade. Embora de nível inferior ao científico, esse tipo de conhecimento não deve ser menosprezado. Ele constitui a base do saber e já existia muito antes do homem imaginar a possibilidade da Ciência.
Conhecimento Científico
O Conhecimento Científico resulta de investigação metódica, sistemática da realidade. Ele transcende os fatos e os fenômenos em si mesmos, analisa-os para descobrir suas causas e concluir as leis gerais que os regem. Como o objeto da Ciência é o universo material, físico, naturalmente perceptível pelos órgãos dos sentidos ou mediante a ajuda de instrumentos de investigação, o conhecimento científico é verificável na prática, por demonstração ou experimentação. Além disso, tendo o firme propósito de desvendar os segredos da realidade, ele os explica e demonstra com clareza e precisão, descobre suas relações de predomínio, igualdade ou subordinação com outros fatos ou fenômenos. De tudo isso, conclui leis gerais, universalmente válidas para todos os casos da mesma espécie.
Conhecimento Filosófico
O Conhecimento Filosófico tem por origem a capacidade de reflexão do homem e por instrumento exclusivo o raciocínio. Como a Ciência não é suficiente para explicar o sentido geral do universo, o homem tenta essa explicação através da filosofia. Filosofando, ele ultrapassa os limites da Ciência – delimitados pela necessidade de comprovação concreta para compreender ou interpretar a realidade em sua totalidade. Mediante a Filosofia estabelecemos uma concepção geral do mundo. Tendo o homem como tema permanente de suas considerações, o filosofar pressupõe a existência de um dado determinado sobre o qual refletir, por isso, apóia-se na Ciência. Mas, sua aspiração ultrapassa o dado científico, já que a essência do conhecimento filosófico é a busca do “saber” e não sua posse. Tratando de compreender a realidade dos problemas mais gerais do homem e sua presença no universo, a Filosofia interroga o próprio saber e transforma-o em problema. E, sobretudo, especulativa, no sentido de que suas conclusões carecem de prova material da realidade. Mas, embora a concepção filosófica não ofereça soluções definitivas para numerosas questões formuladas pela mente, ela se traduz em ideologia. E, como tal, influi diretamente na vida concreta do ser humano, orientando sua atividade prática e intelectual.
Conhecimento Teológico
O Conhecimento Teológico é produto da fé humana na existência de uma ou mais entidades divinas – um deus ou muitos deuses. Ele provém das revelações do mistério, do oculto, por algo que é interpretado como mensagem ou manifestação divina. Tais revelações são transmitidas por alguém, por tradição acumulada ao longo da história ou através de escritos sagrados. Não é necessário que se seja monoteísta para que o conhecimento proporcionado pela fé seja teológico. Os gregos da antiguidade eram politeístas, mas os seus sacerdotes já possuíam e cultivavam o conhecimento teológico. Atualmente, os sacerdotes de diferentes religiões ocidentais e orientais conhecem distintas entidades divinas e seus atributos, bem como suas relações com o universo e o homem em particular, portanto, possuem conhecimento teológico. De modo geral, o Conhecimento Teológico apresenta respostas para questões que o homem não pode responder com os conhecimentos Vulgar, Científico ou Filosófico. Assim, as revelações feitas pelos deuses ou em seu nome são consideradas satisfatórias e aceitas como expressões de verdade. Tal aceitação, porém, racional ou não, tem necessariamente de resultar da fé que o aceitante deposita na existência de uma divindade.Portanto, a construção do conhecimento fundado sobre o uso crítico da razão, vinculado a princípios éticos e a raízes sociais é tarefa que precisa ser retomada a cada momento, sem jamais ter fim. Apreciemos através de uma análise analítica e crítica os principais modos de conhecer o mundo e suas formas de abordagens para se chegar ao conhecimento verdadeiro, assim, aprimoramos dada vez mais nosso conhecimento.